Dados técnicos
Desenvolvedora: Bioware
Classificação: 16+ (Brasil)
Plataformas: PC, Mac, PS3, Xbox 360
Ano de lançamento: 2009
Single player, RPG
Após pular toda uma geração ou duas de games, por completa incapacidade de me movimentar em um ambiente 3D usando um joystick, voltei a jogar com o Playstation 3 (parasitando os respectivos consoles do meu noivo e seu acervo de jogos infinitos).
Comecei a jornada de volta ao mundo gamer com o RPG de mundo aberto Fallout 3, que renovou o meu interesse no gênero.
Mesmo assim quando vi a notícia sobre Dragon Age: Origins, o novo jogo da Bioware, eu não me empolguei muito, afinal eu me julgava saturada de Fantasia Medieval e achava que esta ambientação já tinha dado o que tinha que dar.
Além disso pensava que houvessem outros jogos da franquia, pois normalmente algo com “origins” no nome costuma seguir outros títulos.
Foi então que eu descobri que no jogo teria “yaoi” e subitamente eu fiquei com muita vontade de jogar.
E eu não só ganhei o meu yaoi, como também muitas horas de diversão em uma história marcante com personagens inesquecíveis.
(Embora este trailer não represente nem os gráficos e nem a jogabilidade real, ele é legal demais para não colocar aqui!)
Sinopse
Dragon Age Origins se passa no reino fictício de Ferelden, localizado no igualmente fictício continente de Thedas, uma nação fragmentada por guerras civis e diversos conflitos políticos. O jogador incorpora um Grey Warden que tem por missão unir os povos de Ferelden para enfrentarem juntos as criaturas demoníacas chamadas darkspawn , que estão subindo à superfície e invadindo o reino, atendendo ao chamado do seu líder, o Archdemon. Este evento que acontece de tempos em tempos é conhecido como Blight.
Criação de Personagem e introdução
O jogador é livre para escolher seu gênero (masculino ou feminino), raça (Human, Elf, Dwarf – Humano, Elfo, Anão), classe (Warrior, Mage , Rogue – Guerreiro, Mago, Ladino) e também para configurar a aparência do rosto do personagem, não apenas as cores, mas as feições, corte de cabelo e tatuagens.
Embora o editor de personagems não seja assim um supra sumo da categoria, dá para fazer um sujeito ou uma moça bem apressoada. Você pode também escolher o nome de seu personagem, mas ele será sempre chamado de “The Warden”.
A história inicial de seu Warden vai variar de acordo com sua escolha de background e são seis opções: Human Noble (para humanos da classe Warrior ou Rogue), Magi (para elfos ou humanos Mage), Dalish Elf ou City Elf (para elfos Warriors ou Rogues), Dwarf Commoner ou Dwarf Noble (para anões Warrior ou Rogue). Estas histórias iniciais servem para ambientar o jogador e explicar um pouco a condição social de cada raça em Ferelden.
Nesta pequena introdução dá para perceber que Dragon Age não é uma fantasia medieval genérica. Os elfos que vivem nas cidades são tratados feito a escória e isolados em guetos, os poucos que sobraram livres na floresta enfrentam o perigo de dissolução de sua cultura; os magos são temidos e por isso mesmo são reclusos em círculos de magia guardados fortemente por templários. Os humanos se impõem sobre as outras raças e é notável que sua sociedade é podre e corrupta. Mesmo a religião vigente, a Chantry, parece ser tudo, menos santa.
Em todas as histórias o seu personagem é apresentado ao Grey Warden Duncan e, na conclusão do ato, Duncan o convoca para se juntar à sua ordem.
Os Grey Warden são guerreiros lendários que não fazem distinção de gênero, raça e classe, desde que o candidato passe por um terrível teste de iniciação, que não vou detalhar aqui porque seria estragar uma parte muito interessante do jogo. Apesar de serem os únicos capazes de derrotar o Archdemon, a ordem não vai bem das pernas, sofre bastante com o descrédito do povo e quase não lhes resta nada de sua antiga glória.
Depois que você se torna um Grey Warden, a sua verdadeira jornada se inicia, você precisará de aliados e muito jogo de cintura para conseguir o apoio necessário para derrotar a ameaça dos darkspawn.
Personagens
Durante a sua missão de recrutar os povos para a grande guerra, você encontrará companheiros de jornada muito interessantes. A maioria deles é opcional e você pode simplesmente não levá-los com você, mandá-los embora quase que a qualquer momento ou perdê-los para sempre se fizer alguma besteira num ponto crucial da história. O que não significa que eles sejam descartáveis, afinal cada um tem uma personalidade, um background e uma história para contar. E acredite, é preciso diplomacia para tentar agradar a todos.
Além destes personagens, outras possíveis adições ao grupo são um Golem de pedra, Shale, pertencente a um DLC (conteúdo baixável), um fiel Mabari War Hound (cão de guerra) e um terceiro personagem que é secreto.
Jogabilidade
Apesar de não ser um jogo casual e ter todo o detalhamento de um rpg, Dragon Age foca mais na estratégia do que na ação e reflexos, sendo bastante acessível para qualquer descoordenado como eu. Acredito que qualquer pessoa familiarizada com conceitos de RPG e video game pode jogá-lo de boa no nível fácil.
Tanto os diálogos quanto os combates são importantes em Dragon Age e muitas de suas ações farão diferença no final, pois lembre-se, você quer conquistar o máximo de aliados para derrotar o Archdemon! Os diálogos e histórias paralelas podem ser especialmente divertidos, então vale a pena aproveitar o passeio e não correr para terminar o jogo.
Já em relação ao seu grupo, como todo mundo que conhece RPG sabe, a variedade de construção de personagens é o que garante a vitória contra diferentes inimigos. Você só pode andar com um total de 4 pessoas no grupo, incluindo o seu Warden. É possível que você queira ter dois personagens com habilidades de combate corpo-a-corpo e dois com ataques à distância, sendo que pelo menos um tenha magias para controlar as massas. Não vou entrar em maiores detalhes, pois lembrem, eu não sabia nem andar e olhar ao mesmo tempo quando comecei a jogar, então estou longe de ser especialista.
Aspectos “Yaoi”
Uma das coisas mais interessantes sobre Dragon Age é que ele também tem o seu lado “dating sim“, já que você pode criar ou estreitar amizades com os membros de seu grupo conversando com eles ou lhes dando presentes durante os períodos de acampamento.
Caso você erre feio no gosto para presentes de seu amigo(a) ou fale bobagem, imediatamente perde pontos de lealdade, mas infelizmente é um pouco fácil demais “comprar” amigos.
Se a amizade esquentar, pode dar namoro, com direito a diálogos especiais, beijos românticos e até cena de “sexo” (com roupas íntimas: não se pode ter tudo) à beira da lareira… fogueira… vocês entenderam.
A homossexualidade no jogo é “discreta, mas não secreta”. O envolvimento romântico com os personagens é totalmente opcional, e os envolvimentos homossexuais não saem deste modelo. Eu diria que o romance é uma espécie de bônus, já que a maioria destas relações afetam em pouco ou em nada na história. Se o jogador “cortar” o Zevran na primeira insinuação, possivelmente terá pouco contato com qualquer aspecto de sua bissexualidade, a não ser em uma ou outra de suas histórias de conquista e assassinato.
Não que Zevran não seja adorável na minha opinião, mas os mais críticos alegam que ele é um bissexual muito estereotipado, por ser promíscuo, e os mais exigentes acham que ele não é atraente. As pessoas em geral não são lindas nesse jogo, mas tenho que admitir que ele é menos bonito do que poderia ser. Só que isto não me incomodou em nada, já que Zevran é um personagem cativante e adorável, mesmo do alto de toda sua imoralidade.
Fora que eu curto o sotaque meio ronronado “de Antiva”, que nada mais é do que um sotaque espanhol bem carregado. Dizem que o Zevran foi inspirado no Gato de Botas do Shrek.
Além dos romances com um de seus companheiros de grupo, o jogador pode visitar um bordel, onde tem a opção de pagar por uma noite com uma mulher ou homem. Ou… um pouco de cada. Vale pela curiosidade, mas não chega a ser nada realmente memorável.
Conclusão
Dragon Age: Origins é um jogaço de RPG, com uma trilha sonora linda e a grata surpresa de opções de romances homossexuais. E o final do jogo é muito, muito legal. Só tem um inconveniente: quando termina, dá uma saudade danada.
Onde comprar:
- Steam (digital)
- Nuuvem (digital)
- CD Universe ( Xbox 360 | PS3 ) – preços ótimos para a versão Ultimate Edition, completa com todas as expansões, dica do Gamer sem Grana.
- Comparação de preços no Buscapé
Adorei a resenha, Tanko! Ainda não zerei esse jogo, mas no momento meu personagem está tenho o romance simultâneo com a Morrigan, a Leliana e o Zefran XD (muitas brigas por vir, ainda)
Adoro a personalidade do Zefran, mas comparado com o Fenris, do II, ele é bem 'feinho', então acho que não escreveria uma fic dele… Ela não conquistou meu coração como o Fenris fez (deve ser pq eu prefiro personagens atormentados e torturados)… No mais, a cena de sexo deles é bem mais desenvolvida do que no 2… alguém me explique PQ!!! >.<
Adorei mesmo a resenha! deu até vontade de Jogar! E tomara que surjam mais jogos com essa possibilidade de fazer yaoi para dos divertirmos ainda mais *-*
Como já falei contigo, eu tentei um romance simultâneo com a Morrigan e o Zevran, mas chegou uma hora em que o Zevran disse que eu precisava decidir, e não era por ele, era por ela. (Sei!)
Perdi o timing para conquistar a Leliana e fazer o "surubão", mas se jogar de novo eu tento. Adoro a Leliana. ^^
Eu curto mais as opções românticas do 2… porque são mais românticas mesmo, o lado gay é bem mais elaborado. No entando eu achei bem interessante ver meu warden conquistar um sujeito como o Zevran! Mas ele não deixou de ser um devasso pelo visto.
Você encontrou o Zevran no DA2? Eu encontrei e peguei ele com o champion, lol.
Já as cenas de sexo… vai ver geraram muitos mamilos e precisaram ser suavizadas. T_T
Adorei o artigo, Tanko!
Acho que temos uma opinião parecida sobre o jogo. Eu também estava com uma expectativa baixa em relação a esse jogo e acabei gostando muito, achando o enredo envolvente e os personagens legais. XD Os combates são muito bons também (bom, isso é um dos pontos principais, afinal) e os melhores momentos são aqueles que a party derruba um único inimigo grandão, tipo um troll ou um dragão.
Haha e meu elfo se deu mal tentando ficar com a Morrigan e o Zevran ao mesmo tempo. Eles são ciumentos! (mas o que eu queria mesmo era pegar o Alistair – ele é fofo demais… e virgem!)
Abraços!
My recent post Capítulo Final
Os combates do DA Origins na minha opinião são bem mais legais que os do DA2, onde tem menos apelo para a estratégia e ficou mais próximo sei lá de um shooter?? =D Adorava quebrar a cabeça para derrotar aqueles inimigos que não necessariamente eram mais fortes, mas estavam posicionados de forma inteligente.
Ah, derrubar um bicho grande é sempre um big deal. ^^
Se você joga DA no PC pode tentar algum mod para que o Alistair aceite um personagem masculino… mas infelizmente não é a mesma coisa, né?
TODAS TEM TARA PELO VIRGEM DO ALISTAR? ~Porque eu tenho também… XD Quando descobri que ele era virgem fiquei louquinha para tirar isso dele XD
ahahahaha, eu também, mas infelizmente só rolaria se eu estivesse jogando com a personagem feminina. XD~
Sobre o assunto mod para fazer o Alistair ter romance gay, eu adoro este texto de reflexão (em inglês): http://www.kotaku.com.au/2010/08/dragon-age-origi…
O_Õ *lendo os comentarios*
HAUAH
Amei o post! *-* Só conhecia esse game de nome o o/ /o/
Li que vai sair um movie: Dragon Age: Dawn of the Seeker
Que bom que gostou, espero que você possa jogar. Este jogo é especialmente recomendável para aqueles fãs que gostariam de ver um yaoi inserido numa história maior e mais elaborada, assim como o Dragon Age 2.
Infelizmente o movie não terá estes personagens que amamos, mas pode ser que seja legal, eu gosto da franquia.