Muitas vezes, não é porque as pessoas são fãs de yaoi que significa que sejam muitas vezes esclarecidos sobre as questões homossexuais. Desde sempre há aquele típico estereótipo de que gays são necessariamente pessoas afetadas, afeminados e rebolativos. Há ainda aqueles que acham que gays não são estereotipados desta maneira, considerada até pejorativa, mas ainda assim, são para outros necessariamente amantes das artes, musicais, teatros, esculturas, pinturas. Há ainda os que falam na cara dura: “é professor? E de literatura? Gay!”.
A revista Júnior – edição #43 especial de aniversário – vem com uma entrevista exclusiva com o grupo Outcasts, que é um grupo que luta de contra o estereótipo gay, e que está a frente de uma ideia mais que válida e que, se prestarmos bastante atenção, um pouco atrasada: mudar a visão que o mundo gay tem, afinal, não necessariamente o gay veste calças de couro, dança como o Prince, idolatra a Lady Gaga e quer ter barriga de tanquinho. Há muito mais além do rótulo da preocupação com o físico.
Marcello Nicolussi, o Nexus Polaris aqui do Blyme, idealizador do projeto é estudante de design de interiores, junto de Caio Braga que é produtor de imagem e som, Cesar Munhoz cantor, compositor e artista plástico e Marcus Vinícius estudante de história e Ester Neri, fisioterapeuta e integrante da sala Shounen Ai & Shoujo Ai. O foco da entrevista e cada um, com sua particularidade, seu jeito próprio de ser mostram juntos como a diversidade cultural no meio gay também existe além dos estereótipos.
O que mais me irrita com esteriótipos é que alguns homens que descobrem que seu amigão, seu bro, parceirão é gay, ficam com a ideia de que ele vai sair rebolando por aí e usando roupa colada ou no caso feminino cortar o cabelo e tentar agir como um homem, ou pais que acham que por que seu filho é gay vai deixar de ser o bom rapaz/garota que sempre foi e se tornar um "vagabundo", deixa de ser apenas um fato pra virar um todo, só pela pessoa ser gay. E o pior é que a falta de informação fortalece isso D: por isso é ótima essa iniciativa e apoio totalmente! Vou divulgar!
Eu como fujoshi adoro casais melosos, com aquele mais delicado e tal, o uke e o seme, mas sinceramente sempre tive contato com gays NÃO estereotipados, então sou super fã de outro lado, dos baras por exemplo, e o pior em uma conversa com uma fujoshi é vc comentar isso (não todas, mas pelo menos aquelas que vivem na dupla mangá/anime) e elas te olharem com um olhar de "Credo, homens musculosos que namoram, eu em"
Quem sabe as pessoas começando a ver que existem vários tipo de gays, que isso depende da pessoa e tal, assim como tem vários tipo de japoneses, de negros, de mulheres, comecem a deixar de achar que todo cara afeminado é gay né, seria um alivio pro meu namorado, te garanto