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Sekaiichi Hatsukoi – O melhor primeiro amor do mundo

Sekaiichi Hatsukoi - O melhor primeiro amor do mundo

Atendendo a pedidos e fazendo um “esquenta” para o lançamento do anime de Sekaiichi Hatsukoi em Abril, li o mangá e resolvi deixar as minhas impressões.

Como vocês já devem estar carecas de saber, o mangá Sekaiichi Hatsukoi – Ritsu Onodera no Bai (O melhor primeiro amor do mundo – o caso de Onodera Ritsu) é uma obra da mangaká Shungiku Nakamura,  a mesma autora do bem sucedido Junjou Romantica. Segundo o Mangaupdates, Sekaiichi Hatsukoi tem 5 volumes encadernados, foi lançado em 2008, é publicado atualmente na Asuka CIEL e está em curso no Japão.

Há apenas dois volumes disponíveis online em inglês e acredito que esta pausa nas scanlations aconteça por causa do licenciamento americano pela Tokyopop (BLU). O lançamento do primeiro volume nas lojas online está agendado para 5 de Julho. O mangá deve ter o mesmo tratamento de Junjou Romantica. Aliás, Sekaiichi Hatsukoi compartilha o mesmo universo de Junjou Romantica e possivelmente conta três histórias paralelas a partir do ponto de vista de três personagens, sendo que o primeiro é o Ritsu Onodera.

Dito isso, vamos para a sinopse: O jovem  Ritsu Onodera é apaixonado por livros e trabalha na editora de seu pai. Cansado em ser tratado com desprezo no trabalho e ser acusado de nepotismo , decide mudar de emprego para provar o seu valor como profissional. Assim ele é admitido na Marukawa Shouten, mas tem que trabalhar com a edição de mangás femininos, área na qual ele é completamente leigo. Além disso, Ritsu também não é a pessoa mais indicada para lidar com histórias românticas, já que por conta de um trauma do passado ele jurou nunca mais se apaixonar. Em meio a tantos desafios, o nosso herói ainda vai descobrir que seu rígido (ui) editor-chefe é o seu primeiro amor de escola.

O TEXTO ABAIXO PODE CONTER SPOILERS

Normalmente eu torceria o nariz para uma sinopse batida como esta, em especial sabendo que a Nakamura-sensei não é exatamente inventiva no character design. Sim, é fato, mais uma vez temos o desenho canhestro, a diagramação confusa e os personagens que parecem todos iguais. E por que continuar lendo a autora se sei de tudo isso? Simples, porque acho que o importante em um mangá é que ele conte bem uma história e entretenha o leitor… e nisso acho que a mangaká se sai muito bem.

Mesmo que as situações românticas sejam inverossímeis e os personagens tenham o quociente emocional de uma criança de 7 anos, eles são colocados em situações tão tragicômicas que acabo simpatizando com eles, quer seja por identificação, quer seja por pena. Acho que outro ponto forte de interesse são os diálogos (inclusive diálogos internos) e as  imagens mentais exdrúxulas que a autora cria, tornando a leitura muito saborosa e engraçada.

Gostei bastante do personagem do Ritsu por seu jeito ranzinza claramente tsundere. Já vimos este filme antes, certo?  Temos um seme que parece tirânico, mas que no fundo é apaixonado e resoluto e um uke cabeça-dura que resiste aos próprios sentimentos. E claro, que se envolvem em situações de desencontros e mal entendidos.

Inclusive o romance que os protagonistas viveram na época de escola terminou por causa de um mal entendido extremamente bobo. Também é inacreditável que o Ritsu tenha esquecido do rosto de seu primeiro amor por se passarem 10 anos. Sério, só aceito que alguém esqueça a pessoa que amava há 10 anos se tiver tido muitas outras experiências mais significativas, inclusive envolvendo drogas. Mas ok, vou fingir que foi o trauma e que o Ritsu não andou queimando neurônios com substâncias ilícitas por enquanto e esperar para ver até onde isso vai.

Você não lembra do rosto do seu primeiro amor? Também pudera, as pessoas são todas iguais!

 

Enfim, dito isso, o charme da história  reside nos detalhes do cotidiano da editora e na explicação bem humorada de todo o processo pelo qual os mangás passam até chegar aos leitores. O relacionamento dos mangakás com seus editores também é muito bem explorado e temos uma boa idéia da pressão que deve ser trabalhar como desenhista no Japão. Muitas vezes em que a autora coloca uma nota cômica sobre coisas “que os maus mangakás fazem” tenho a impressão de que é uma auto-crítica, o que torna tudo muito hilário.  E é legal ver como as situações tensas de trabalho vão deixando transparecer as qualidades dos personagens e vão aproximando o casal protagonista.

O anime está sendo promovido como “uma história de amor com twist realista”, e acho que se há realismo, ele está mesmo no dia-a-dia da editora, que acho que respeitando as devidas proporções não deve ser muito diferente disso ( tirando é claro o fato de todos os funcionários serem bonitos). Espero que não me chutem, mas compararia este mangá a Bakuman com  uma boa dose de licença poética. Ambos pecam um pouco no quesito romance… mas dão um insight muito legal sobre a indústria do mangá.

Acredito que por estas qualidades, o anime tem grandes chances de ser muito divertido e motivador, daqueles que a gente assiste e sai cheio de energia. Feito um rabanete japonês. ***piadinha apenas para “iniciados”***



Sobre Tanko

Tanko tem 32 anos, é ilustradora freelancer, noiva, lolita e yaoista militante nas horas vagas. Atualmente reside nas montanhas para escapar do Tsunami e da especulação imobiliária no Rio de Janeiro. Ver todos os tópicos de Tanko

19 Comentários a Sekaiichi Hatsukoi – O melhor primeiro amor do mundo

  1. ótimo rtigo Tanko XDDD Adorei e ri também haahha XD "inclusive envolvendo drogas" hauhsauhsuahusahusah parabéns!! estou ansiosa pelo anime *u*

    • ahahah, que bom que gostou… mas não é uma situação mal contada? Entenderia se ele o tivesse conhecido quando criança, mas adolescente… e não mudou tanto assim. A explicação só pode ser que os personagens são todos iguais.

  2. Naay

    "… e acho que se há realismo, ele está mesmo no dia-a-dia da editora, que acho que respeitando as devidas proporções não deve ser muito diferente disso ( tirando é claro o fato de todos os funcionários serem bonitos)."

    Daria gosto trabalhar numa editora assim hein, apesar de tudo rs

    adorei o post, muito engraçado e só me deixou mais curiosa pra ver o anime *-* abriiiiiil, chega logooooo!

  3. Loma

    caraca, gostei dos comentários
    OAHOUHAUHAUAHUAHUAH uma coisa que me incomoda em Nakamura é justamente os personagens muito parecidos, e uma coisa que me incomodou de primeira em sekai ichi foi justamente uma certa semelhança com um certo outro casal.
    Mas no fim, são pontos fracos que de tão fracos caem por terra quando a gente para pra pensar nas qualidades *-*
    Eu fiquei muito chateada quando pararam a tradução nos scans em inglês. Tinha definitivamente me esquecido dele depois de tanto tempo que li o-o
    mas então surge a notícia do anime e aí, meu coração fez tuntun mais forte *o*
    realmente espero que sigam os detalhes no que diz respeito ao cotidiano, ao dia-a-dia da editora que sempre me fazia rir.

    Enfim, o artigo tá foda *-*
    E cá estou eu esperando ansiosa o primeiro episódio… CHEGALOGO

  4. Eu to bem curioso com esse anime e sim, logo que tiver download dele em pt eu baixo. Curti muito junjou romantica, duvido que não curta sekaiichi hatsukoi. Curti a resenha Tanko, achei sincera.

  5. Ye-chan

    [2] na Mel! Achei muito engraçada a resenha! XD E verdadeira ne. Também não vejo nada de mais em Sekaiichi, mas acho tão engraçado que se torna impossível pra mim não gostar. É, essa semelhança entre os personagens já me deixou bem perdida, ainda mais nas imagens "extras", em que o Shinobu se parece DEMAIS com o Misaki. e.e

    Bom, que venha o anime e principalmente o manga! Ótima resenha Tanko! ^o^/

    • Pretendo comprar este mangá SEM dúvidas. ^^ Me diverti bastante e acho que tem uma certa personalidade.

      Quanto à "parecença" dos personagens, se o Usami e o Misaki aparecessem na editora, juro que se não dissesse explicitamente eu não ia reparar.

  6. Aline Barbosa

    Meu, ri demais com essa resenha! xDD
    Tanko esculhambando com carinho, adoro. xDD

    Enfim, eu confesso que tenho uma preguiça eteeeeeerna de ler esse mangá… *apanha*
    Acho que tenho no meu comp os primeiros capítulos há quase um ano (se não tô exagerando, o que é possível) e até hoje não li. xD Ainda assim, tô MUITO feliz com o anime. Parece que vai ser realmente legal, e se me conquistar mesmo, vejo se leio/compro o mangá. -s

    Sobre o traço dela… Nossa, sempre comento que detesto. xD
    Eu realmente adoro Junjou, mas o traço dela não desce. E vendo o trailer de Sekaiichi eu só conseguia pensar o quanto os personagens pareciam com os de Junjou… xD

  7. juloyola

    Adorei mesmo!!
    Gostei muito desse anime q pode ser melhor q o primeiro Junjou.

    adorei o persona fala " xiii,não lembro de vc" hehehe
    Parabéns pela resenha!

  8. Rindo horrores aqui com a resenha – que, a propósito, ficou ótima!
    Concordo com a maior parte das coisas. Não acho que seja um "nooooossa, que mangá foda", mas é bem engraçado e me deixou entretida ^^. Eu não li tudo, só o primeiro volume. Acho que o desenvolvimento dos personagens é bem melhor em Junjou Romantica, senti como se talvez a Nakamura Shungiku estivesse meio perdida quando deu início a essa história. Mas é impossível não rir, né, na parte cômica ela é muito boa! Sendo o mesmo estúdio de JR, acho que posso esperar que o anime fique mais organizadinho e bonitinho do que o mangá, né?
    Ah, realmente, todo mundo é igual nas obras dela, especialmente esses cabelos 2D que só mudam de cor (ou seja, no mangá preto e branco a gente se ferra, mesmo.)

  9. Como apaixonada de Junjou que sou, não pude deixar de ler o mangá também. Adorei a resenha e concordo profundamente com a parte de que esquecer o rosto do primeiro amo é bem difícil (eufemismo), mas aguardo ansiosamente o anime. Estou contando os dias para essa estréia em abril, enquanto isso, assisto Junjou outra vez ^^

  10. Na primeira vez que li o mangá, bati o olho no Ritsu e pensei "Shinobu misturado com Misaki!" O_O Depois aparece o Masamune e… "Nowaki + Usami?! I-isso é possível?!"
    Huhuahauha mas é uma historinha divertida. Eu com certeza comprarei o mangá quando sair em inglês! E claro, vou assistir o anime já que a qualidade parece estar muito boa ^^

    Sabe quantos episódios vão ter? Não devem ser muitos ne, já que só tem 5 volumes… (e assim como vc eu so li os poucos capítulos traduzidos ToT)

  11. Bacana resenha! Realmente tá difícil até os scans, tem q esperar alguma chinesinha de bom coração postar nos tieba da vida, q dirá em inglês hein. Sim, mal posso esperar pelo anime, é o tipo de história simples q não compromete e garante entretenimento sem pretensões (diferente do horrendo Bakuman q é um poço de pretensão, ah, Ohba, ainda tem muito q aprender com os mestres do shounen…).

    Vcs vão rir, mas vou ter q confessar uma coisa. Eu não lembro do rosto do meu 1º namorado! Não, eu não usei drogas XDDDD e nem foi nenhum trauma, embora não foi lá essas coisas, e acabou rápido, mas realmente eu não lembro do conjunto… lembro dos olhos dele nitidamente, da boca, de detalhes, mas formar o rosto dele completo na minha mente após vários anos eu não consigo! Parece que mistura com outros rostos… Nunca mais a gente se encontrou, mas se eu o visse hj em dia reconheceria – acho. Tenho problema? hahahahahaha

    • ah, Planck, é que eu acho que amor é meio diferente de namorado. Também esqueci de muitos rostos, mas se eu vir, acho que lembro… ou ao menos vou achar familiar. A não ser que a pessoa corte muito o cabelo, use barba, engorde ou emagreça 50 quilos. Fora que o personagem não parece ter tido muitas experiências boas e marcantes depois daquilo, já que se recusa a se apaixonar. Enfim, ou vai ver eu quem sou muito sentimental, não esqueceria o rosto de alguém que eu tenha dito que amava (e acho que muito menos se ainda tivesse ido pra cama com a pessoa).

      E eu sou bem ruim em ligar nomes a rostos, e tipo, se precisar fazer um retrato falado não sei não, mesmo de um rosto conhecido.

      Bakuman para mim só tem de bom mesmo a parte em que fala da vida de mangaká e da indústria pq o resto é bem qualquer nota. Mas é óbvio que vai ter fã dizendo que a comparação é absurda só porque é um yaoi não tão bem desenhado.

      Certamente vou comprar o mangá de sekaiichi, já que vai ser o único jeito de ler a história.

  12. Nyaa

    Oi galera, parece que o fansub Himitsu shudan vai legendar o anime….

  13. Oii pessoal! Bem, aproveitando o comentário de todos v6 gostaria de dizer que sou fã de yaois a um bom tempo… e também sou viciada nas histórias de Nakamura… Poxa ela sabe fazer um bom romance… No que se refere aos traços, acho bastante legais, mas tem horas que fica um pouco desproporcional mesmo… Mas nada que não se possa ignorar… Com relação aos personagens, sem dúvida falta um pouco de inspiração a ela para criar persnagens mais diferentes. Mas acho que mesmo assim isso não influi muito…
    Bom, vi que vocês estão loucos para comprar o mangá e saber a história, bem não sei quando irão sair exemplares nas bancas mais sei que eu traduzo o mangá (já estou no cap 4.5) e, não é querendo fazer propaganda não mas, se vocês estiverem a fim de ler, podem baixar o mangá…
    Vou deixar o link com vocês: http://tudoparaotakus.blogspot.com/2010/10/downlo
    Bom, me desculpem o comentário exagerado…
    E até mais…

  14. Oi!!! Eu gosto muito muito de Sekaiichi Hatsukoi, achei mais legal quanto Junjou, eu tive um tempão sem olhear yaoi mas agora que moro em Rio sozinha voltou minha afição rsrsrs E esta serie foi de mais!!!!
    Será que tem onde vendam o mangá??
    Até 🙂

  15. Nossa, eu amei Sekaiichi ><
    Achei até melhor que Junjou Romantica xD

    Gostei bastante do raciocínio realista de Onodera. A dificuldade dele aceitar o que é porque ele não sabe o que pode acontecer depois: se ele e Takano começarem a namorar, como as coisas vão ser? O que a família dele vai pensar? No volume 9 Ritsu deixa bem claro que esse é o motivo dele não querer aceitar Takano abertamente. O único problema é o desprezo da sociedade… e… bom… que ele tem que herdar uma grande empresa – piora a situação.
    E também pelo fato deles já terem se conhecido antes e viveram um romance felizes por um tempo. Não foi uma paixão batida como a de Usagi de Junjou Romantica – ele se apaixonou muito rápido.

    Nha, Onodera é muito fofo >3<
    Ele só fez o possível pra esquecer de Takano porque ele achava que tava sendo usado. Não fale isso do bichinho u-u

    A própria Nakamura afirmou que não desenha muito bem as mãos <- dá pra notar no mangá como ficam desproporcionais. Desenhar as mãos é a parte mais difícil T~T
    Enfim, eu realmente gostei do anime *-*
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