Yaoipedia
100 curiosidades sobre BL/Yaoi
Inspirada pela nossa thread no Twitter.
1. O fandom de Samurai Warriors (1988) foi quem criou os termos Seme e Uke.
2. Okane ga Nai é escrito e desenhado por dois autores homens.
3. O primeiro anime shonen-ai foi Patalliro! (1982), Kaze to ki no uta foi o primeiro OVA shonen-ai (1987).

4. O Grizzly é o primeiro e único estúdio na história que é voltado para a produção de animes BL. Atualmente estão cuidando dos OVAs de Yarichin Bitch Club.
5. O primeiro mangá considerado shonen-ai foi a oneshot Sunroom Nite, de Takemiya Keiko. Foi publicado na Bessatsu em 1970.
6. Yaoi vem de 「ヤマなし、オチなし、意味なし」 (yama nashi, ochi nashi, imi nashi), que é traduzido para o português como “Sem clímax, sem resolução, sem significado”. Era usado para os doujinshis que eram paródias de séries populares. No entanto, ficou atribuído aos doujinshis sobre personagens masculinos populares fazendo coisas….. interessantes, se é que me entendem.
7. Omegaverse é bem popular no fandom BL no mundo todo, mas essa trope surgiu no fandom de Supernatural.
8. Pelo amor de Deus pela milionésima vez Boku no Pico não é BL ou Yaoi. É hentai. Saiu numa revista de hentai. O autor só faz hentai. Parem de associar essa desgraça com o fandom de BL!
9. O equivalente ocidental do BL – o Slash – não compartilha nenhuma história em comum com o Yaoi por incrível que pareça. Surgiu no fandom americano de Star Trek durante a década de 60.
10. Antes do termo Fujoshi ser usado amplamente havia outros apelidos, como Yaora ou Yaoi-joshi, segundo a Wikipedia japonesa. No Brasil era bem comum a palavra Yaoista e muitas fãs mais antigas ainda o preferem.
11. Fujoshi (腐女子) é um termo japonês usado para as mulheres fãs de Yaoi/Boy’s Love. A palavra significa literalmente garota podre ou estragada. 腐 – fu = podre, estragado. 女子 – joshi = garota, moça.
12. A palavra Fujoshi é um trocadilho, pois também pode ser usado para se referir a mulheres cultas/casadas, mas o o kanji FU (婦 – mulher casada) é substituído por outro de mesmo som FU (腐 -podre).
13. Acredita-se que o termo Fujoshi surgiu no fórum 2channel no início dos anos 2000 e referia-se principalmente às shippers, porém as fãs abraçaram o termo como forma de provocação 😛
14. Kaze to Ki no Uta pode não ser mais considerado o primeiro shonen-ai, porém foi o primeiro mangá a retratar um romance entre dois homens com cenas de sexo.

15. Outra obra fundamental da formação do BL foi The Heart of Thomas, de Hagio Moto (1974). O mangá não foi bem recebido na época e só pode continuar a ser publicado graças ao sucesso de outro mangá da mesma autora.
16. Shonen-ai, Yaoi, Juné….. o gênero já teve muitos nomes, mas hoje o termo ‘oficial’ e comercial no Japão é Boys Love ou só BL para toda e qualquer obra que retrate relacionamentos amorosos entre dois homens voltados para o público feminino.
17. A primeira revista voltada exclusivamente para BL foi a Juné, que foi publicada de 1978 até 2012.
18. Um dos primeiros mangás/animes a ter um grande fandom fujoshi foi Captain Tsubasa (super campões) lááá no início dos anos 80 que deu origem ao boom de doujinshis Yaoi na época.

19. Muitos dubladores masculinos famosos começaram sua carreira de sucesso dublando BLCDs (histórias feitas em formato de áudio que consistem somente de dubladores e efeitos sonoros) baseados em mangás BL.
20. É normal que adaptações em BLCD não cortem as cenas de sexo, então significa que provavelmente tu consegue achar trechos do dublador do Viktor de Yuri On Ice ou do Kuroko de Kuroko no Basket gemendo por aí.
21. O paraíso na terra para fãs de BL existe e se chama Otome Road, fica em Ikebukuro.
22. Saezuru Tori wa Habatakanai, de Yoneda Kou, é um mangá FODA e a gente sabe, mas o retrato que a obra faz da Yakuza é tão impactante que chegou a receber elogios de um jornalista japonês especializado em investigar a máfia japonesa.
23. BL/Yaoi na China é chamado de danmei 耽美
24. A média de idade do fandom fujoshi japonês é de 30 e poucos anos.
25. O anime de Doukyuusei só foi pra frente porque uma das produtoras do A1 Pictures gostava do mangá.
26. Ordem de seme e uke em um ship é um dos principais motivos de barraco no fandom fujoshi japonês, então nunca esqueçam: (nome do) Seme x (nome do) Uke.

27. Em 2018, ao site Chill Chill fez uma enquete para as fãs japonesas escolherem qual mangá BL merece ganhar um anime…. Sabe quem ganhou? Honto Yajuu.
28. Hoje existem inúmeras revistas focadas exclusivamente em BL, segue aqui o nome de algumas: Be x Boy, Dear+, Qpa/Qpano, OnBlue, Canna, inHertz
29. Os quadrinhos voltados para o público gay são chamadas de Gei Comi/Gay Manga (Bara não é usado no Japão e esse termo chegou aqui num longo telefone sem fio)
30. Boys Love é por definição shoujo mangá. Nasceu do shoujo mangá e por mais que hoje seja enorme e tenha seu próprio universo ainda é voltado para o público feminino. Não tem muito sentido tratar como algo “o oposto de shoujo mangá”.
31. Muitos animes populares ou premiados são adaptações de mangás de autoras que já fizeram ou fazem BL!
32. Existe um bar no Japão que faz um drink de acordo com o seu ship. Você descreve o seu ship favorito para o garçom e preparam uma bebida especialmente para o casal fictício.
33. Sim, existe um BL café onde os garçons interpretam cenas clichês românticas de Yaoi. Sim, dá muita vergonha alheia ir nesse lugar ou assistir vídeos sobre.
34. Os animes Junjou Romantica, Sekaiichi Hatsukoi, e Sukisho foram dirigidos pela mesma diretora: Chiaki Kon.
35. O Twitter é a principal rede social no Japão, então maior parte das autoras de BL atuais estão aqui na melhor rede social. Já pensou em mandar um ‘oi’ pra sua mangaká favorita? 😉

36. Segundo a mangaká Kamome Hamada, o seu mangá BL Tatoeba Konna Koi no Hanashi é baseado numa história real! Inclusive tem entrevistas com parte do casal no volume do quadrinho.
37. Animes e Mangás BL nunca irão mostrar os órgãos genitais dos personagens por causa de uma lei japonesa que proíbe que mais 15% da genitália em obras de grande circulação.
38. Se você viu em algum anime, quer dizer que o anime foi lançado em outros país e aí tiraram censura.
39. Se você viu em algum mangá quer dizer que ou o fansub DESENHOU O PÊNIS dos personagens ou é de algum doujinshi que por serem publicações independentes de baixa circulação não precisam seguir essa lei necessariamente.

40. Por causa da homofobia, muitos no Japão consideram “ser gay” um hobby. Por isso você encontra diálogos com falas tipo “eu não tenho esse tipo de hobby!” Para personagens gays assumidos em BL. 🙁
41. O número 801 pode ser lido como Yaoi, por isso muitos consideram o dia 1° de agosto (08/01 no calendário japonês) como o dia do BL.
42. O termo ‘lemon’ não tem nada haver com Yaoi ou o fandom japonês. Foi inventado no meio das fanfics aqui no Ocidente mesmo.
43. É comum que mangakás antes de se tornarem profissionais começassem publicando doujinshi BL. Por exemplo, a autora de Yarichin Bitch Club já publicou doujinshis de Kuroko no basket.
44. A Yoneda Kou já publicou vários doujinshis de Katekyo Hitman Reborn e Giants Killing 😉
45. A Kizu Natsuki (autora de Given) é famosa no fandom de Haikyuu e ainda publica doujinshis maravilhosos para esse fandom. A maioria é Iwazumi x Oikawa e são LINDOS.
46. A CLAMP já publicou doujinshis Yaoi! O mais famoso seja o de Jojo Bizarre Adventure onde o Kakyoin e o Jotaro tem um filho que nasce de um ovo!!!! Inclusive ele aparece no OVA CLAMP in Wonderland.

47. Tudo vira cafeteria temática no Japão inclusive mangás BL! muitas vezes elas dão brindes exclusivos e pratos de acordo para cada personagens. Mas são temporários 🙁 se tiver a chance de ir em um não perca a oportunidade!
48. Existe um evento exclusivo para BL: a Yaoicon. Ela acontece nos EUA a cada dois anos.
54. No.6, Banana Fish e Yuri!!! On Ice não são considerados BL.

55. Apesar de serem considerados clássicos no mundo do BL, tecnicamente Gravitation é um mangá shoujo e Loveless é Josei. Nenhum dos dois foi publicado em revistas BL.
56. Não faz muita diferença para esses casos, até porque muitos BL foram publicados em revistas shoujo famosas. Até hoje aliás.
57. Conselho sincero, se quer aproveitar o que o BL pode oferecer de verdade, leia mangás BL mesmo e webcomics. Anime só simplesmente não dá conta.
58. “Porque o mangá X não ganha anime mesmo vendendo bem?” Porque BL é nicho e maior parte das revistas são de editores pequenas que não tem $$$ pra patrocinar um anime ou chamar atenção de quem tem $$$$$.
59. Anime BL hoje em dia só sai de editora grande ou porque alguma produtora de estúdio gosta da obra e investe tempo tentando fazer o anime acontecer.
60. Muito mangá BL coloca estupro na história provavelmente por pressão editorial para que tenha sexo no início da história.
61. Soubi Yamamoto é uma diretora independente que faz seus animes da série Kono Danshi praticamente sozinha e lançou vários OVAs BL que são uma graça. Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, que é dela, vocês podem assistir na Crunchyroll.
62. Se os produtores de BLCD forem espertos, alguns pares de dubladores serão os mesmos de algum ship popular. Exemplo: Name of love tem o casal dublado pelos dubladores de Midorima e Takao de Kuroko no Basket.
63. Os dubladores do Aki e do Tomoharu do blcd de Honto Yajuu são os mesmos de Natsu e Gray, de Fairy Tail.
64. O mercado de BL na França é bem mais avançado que nos EUA.
65. Os mangás BL evoluíram MUITO nos últimos anos e sempre temos autoras e histórias inovando na arte, no roteiro, na forma de contar romances e criar personagens. o debate atual é “o que é bl? Até onde podemos ir?” que deu origem a autoras como Harada e Yamashita Tomoko.
66. O maior evento de doujinshis do Japão é a Comiket, mas vários fandons fazem pequenos eventos de doujinshis ao longo do ano.
67. Touken Ranbu é POPULAR PRA CARALHO entre as fujoshis no Japão, mas o fandom é pequenininho no ocidente.
68. Aliás as diferenças entre os fandons Japoneses e ocidentais é algo que nunca deixa de ser curiosa porque muito conteúdo demora pra chegar aqui ou não tem o mesmo impacto.
69. BL é feito para o público feminino mas tem crescido no mercado de hentai o nicho de mangás +18 de sexo homossexual masculino para homens (não necessariamente gays).
70. Em 1992 aconteceu o yaoi dispute (yaoi ronsō) quando uma fanzine feminista japonesa publicou diversos textos debatendo se Yaoi seria fetichização de gays. Foi um conversa entre pessoas do movimento LGBT e fujoshis feministas.
71. Isso mudou a postura do fandom BL desde então. Parte usa a justificativa de que é tudo fantasia e não precisa exigir qualquer fidelidade com a realidade do gays. Outra parte tenta fazer representações mais realistas e tentam desconstruir os seus preconceitos com os mangás.
72. Rola problematização no fandom japonês sim apesar do povo daqui achar que o fandom de lá não faz tanto barraco quanto aqui. A diferença é que a maioria de nós não fala japonês pra tomar conhecimento dos debates, só porque tu não consegue ler não quer dizer que não exista 
73. O ship Hiei x Kurama de Yu Yu Hakusho era tão popular que o próprio Togashi teve que dizer em uma entrevista que eles não eram um casal lol (AHAM, SEI)
74. Alguns dubladores famosos que já participaram de BLCD: Daisuke Ono, Hiroshi Kamiya, Yuki Kaiji, Suzuki tatsuhisa.
75. Como muito dublador popular aparece em BLCD, algumas pessoas fazem edições de falas para criar áudios de ships populares como se eles estivessem fazendo sexo haha
76. Na maioria dos mangás BL que um dos personagens é estrangeiro, o gringo costuma ser o seme.
77. Os termos Seme e Uke vem das artes marciais.
78. Personagens ou casais que trocam de posições podem ser chamados de Riba or Reba (que vem do inglês Reversible) (tem o seke mas esse caiu em desuso faz uns anos).
79. Existem BL Games sim <3 A maioria são visual novels e algumas estão disponíveis em inglês na Steam 😉
80. Sukisho foi o primeiro BL Game +18 e também foi o primeiro a receber adaptação em anime.







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3 Comentários
AMEIIIIII
Foi legalz saber ainda mais sobre o mundo BL/Yaoi…
Via ter post das apostas fujoshi de janeiro?
Vai ter o de julho 😉